Polícia Científica

15/03/2013

IML do Paraná contribui para zerar fila de transplante de córnea de outros Estados

O trabalho do Instituto Médico-Legal (IML) do Paraná está contribuindo para zerar a fila de transplantes de córneas de outros estados. No Paraná, a espera para um transplante de córnea terminou em meados do ano passado, graças aos esforços concentrados para melhorar a capacidade de realizar os serviços dentro do IML.

A parceria com a Central de Transplantes possibilitou o envio de córneas para outros estados que têm essa necessidade. As córneas doadas pelo IML do Paraná já ajudaram pessoas que estavam na fila de transplante de estados como Pará, Bahia, Rio de Janeiro, Goiás, Santa Catarina e Sergipe.

Há três anos, a fila de espera para realização do transplante no Paraná era de três a quatro anos. De 2010 a 2011, foram doadas cerca de 450 córneas. Em 2012, o número quadruplicou: foram 1.816 córneas doadas. 

De acordo com o diretor do IML, Porcídio D'Otaviano de Castro Vilani, o fim da fila é reflexo das parcerias com outros órgãos. “Com a melhora nos serviços do IML, conseguimos acabar com a fila. Devemos esse resultado à Central de Transplantes e à parceria com o Poder Judiciário e com o Serviço Funerário”, avaliou o diretor.

O Judiciário expede o alvará para o enterro no menor tempo possível e a Central de Transplantes deixa uma equipe permanentemente no local para avaliar se as córneas estão aptas para o procedimento. Cabe a eles também conversar com os familiares, explicando como é realizado o transplante. “É importante a equipe permanecer no IML para avaliar a qualidade do tecido ocular e conversar com a família antes de completar seis horas de óbito, que é o tempo necessário para retirar a córnea”, explicou a enfermeira plantonista da Central de Transplantes, Cristiane Vidal.
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